"Eu procuro um homem"
(Diógenes de Sínope, 413-323 a.e.c)
nunca encontrei homem algum
que conseguisse encarar-me os olhos
e não tivesse vergonha para assumir
sua força
nunca encontrei homem algum
que fosse capaz de ver-me humano
que fosse capaz de ser também homem
quando outro homem lhe ciscasse o terreno
nunca encontrei homem algum
que fosse capaz de afogar minha sede
de matar minha fome
de viver com meu juízo
nunca encontrei homem algum
que honrasse sua aliança!
e nunca encontrei homem algum
que não pensasse de sua pança!
os homens que encontrei
sempre flertaram com o fracasso:
sempre tontos, sempre cegos,
sempre irremediavelmente
homens
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