dez. o enorme preço das coisas
confunde meu coração
de olhos jovens e hábito senil.
enquanto vejo a marcha alheia,
corro para dentro do meu próprio interior.
há muitas palavras para nada dizer,
enquanto o significado exato me atinge em cheio.
percebo-me um milhão em um só.
desejo correr pelas avenidas
quando me torno
nove. já são onze da noite
e o clima vai se deitar mais frio.
não tenho acalanto. meu repouso
é dormir nos braços dos que me maltratam.
sinto a dor de quem me beija
e o amor de quem me escarra.
pareço apenas dois
na multidão de fantoches que me esperam.
quando me dou conta já sou
oito. o espaço é pequeno,
as palavras muitas,
e o suor gelado. espera no hospital.
o branco traz uma espécie de medo,
algo obscuro demais para ser tão alvo assim.
como se as folhas vazias apontassem minha insignifi
sete. três da manhã.
os vagabundos dominam a calçada,
as meninas entram pelo banco do passageiro.
o ar tem o cheiro
da pobre dama da noite que se abriu.
esqueci que não sou mais criança
quando o relógio bate
seis. barulho no metrô.
pessoas indo e voltando.
o desconhecido me vira a cara.
o pescoço manchado de sangue.
a distância entre o ódio e o soco.
os meninos riem.
cinco. a cidade não para
enquanto o peito escancara
essa voz
que no peito estala.
o mundo compõe a rima.
quatro. o que está além?
o que vem depois do fim?
"pai? você pode me ouvir?
pai? você está aí?"
três. manchete de jornal:
"chacina de deuses no monte olimpo.
ainda se procuram os culpados."
dois. estou preso neste quarto bagunçado
quando sinto que sou
UM!!! quem sou eu, afinal?
confunde meu coração
de olhos jovens e hábito senil.
enquanto vejo a marcha alheia,
corro para dentro do meu próprio interior.
há muitas palavras para nada dizer,
enquanto o significado exato me atinge em cheio.
percebo-me um milhão em um só.
desejo correr pelas avenidas
quando me torno
nove. já são onze da noite
e o clima vai se deitar mais frio.
não tenho acalanto. meu repouso
é dormir nos braços dos que me maltratam.
sinto a dor de quem me beija
e o amor de quem me escarra.
pareço apenas dois
na multidão de fantoches que me esperam.
quando me dou conta já sou
oito. o espaço é pequeno,
as palavras muitas,
e o suor gelado. espera no hospital.
o branco traz uma espécie de medo,
algo obscuro demais para ser tão alvo assim.
como se as folhas vazias apontassem minha insignifi
sete. três da manhã.
os vagabundos dominam a calçada,
as meninas entram pelo banco do passageiro.
o ar tem o cheiro
da pobre dama da noite que se abriu.
esqueci que não sou mais criança
quando o relógio bate
seis. barulho no metrô.
pessoas indo e voltando.
o desconhecido me vira a cara.
o pescoço manchado de sangue.
a distância entre o ódio e o soco.
os meninos riem.
cinco. a cidade não para
enquanto o peito escancara
essa voz
que no peito estala.
o mundo compõe a rima.
quatro. o que está além?
o que vem depois do fim?
"pai? você pode me ouvir?
pai? você está aí?"
três. manchete de jornal:
"chacina de deuses no monte olimpo.
ainda se procuram os culpados."
dois. estou preso neste quarto bagunçado
quando sinto que sou
UM!!! quem sou eu, afinal?
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