23.12.14

PROMETEU

não sei desvendar cavernas
engendrar mitos
buscar explicações
dentro do meu eu

não sei explorar vazios
construir catedrais
inebriar-me com o vão
alheio

desejo puramente o ombro forte
o abraço cálido
a vida, dínamo sagrado que preenche
os vivos:

se acaso é a semelhança
pura descoincidência
não estou banhando-me no lago de espelhos --

eu mudo

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