uma canção de amigo atualizada¹
se eu 'stiver co' meu amigo
e comigo ele 'stiver:
ay meu deus, será tão bom...
beijaria o meu umbigo
e eu seria sua mulher:
ay meu deus, será tão bom...
acredite se quiser
que de mim no' si'enjoaria:
ay meu deus, será tão bom...
se quiser-me de mulher
o amaria noite e dia:
ay meu deus, será tão bom...
e assim ele poderia
nunca em vida se lembrar:
ay meu deus, será tão bom...
o virtual que deixaria
para sempre me amar:
ay meu deus, será tão bom...
- - - - - - -
se eu 'stiver co' meu amigo
e comigo ele 'stiver:
ay meu deus, será tão bom...
beijaria o meu umbigo
e eu seria sua mulher:
ay meu deus, será tão bom...
acredite se quiser
que de mim no' si'enjoaria:
ay meu deus, será tão bom...
se quiser-me de mulher
o amaria noite e dia:
ay meu deus, será tão bom...
e assim ele poderia
nunca em vida se lembrar:
ay meu deus, será tão bom...
o virtual que deixaria
para sempre me amar:
ay meu deus, será tão bom...
- - - - - - -
¹ A "canção de amigo" é um estilo de poema medieval português, da época do Trovadorismo (século XII e XIII, aproximadamente. Embora fossem apenas homens seus autores -- por conta do status quo daquela sociedade -- o eu-lírico do poema é feminino, sendo o "amigo" um namorado. A dama pode falar de seu amor ao próprio amigo, a D-us, à sua mãe (uma espécie de super-ego freudiano), às amigas e até mesmo à Natureza. Prezei pela grafia mais original no início do poema, mas com o tempo atualizei a linguagem para o texto não tornar-se demasiado arcaísta. Mantive os apóstrofos e a palavra <<ay>>, no entanto, para caracterizá-lo como canção de amigo. [o autor]
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