ando pelo meio-fio dos nervos
tropeço no cerebelo
e o córtex me solta um xingo
sento em meio ao infinito
dos impulsos elétricos
que nunca deixam
nem me deixarão dormir
os lobos que não uivam, ah,
deixaram aqui um pouco de merda
da comida que comeram
sempre fui ocupado com minha vida
na intensidade
paralelamente à realidade
se eu vivo de verdade
vivo de pouquinho:
como vou pelo meu caminho
se no meio de tanto neurônio
fico sozinho?
tropeço no cerebelo
e o córtex me solta um xingo
sento em meio ao infinito
dos impulsos elétricos
que nunca deixam
nem me deixarão dormir
os lobos que não uivam, ah,
deixaram aqui um pouco de merda
da comida que comeram
sempre fui ocupado com minha vida
na intensidade
paralelamente à realidade
se eu vivo de verdade
vivo de pouquinho:
como vou pelo meu caminho
se no meio de tanto neurônio
fico sozinho?
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